
Milhares de psicólogas com consultórios na blogosfera, estão a organizar um protesto em frente ao Ministério da Saúde Brasileiro, reivindicando o fim da precaridade laboral. Quem não está gostando da ideia são outro grupo de jovens sociólogos e pedopsiquiatras virtuais que vêm-se, desse modo, diminuídos e mesmo eclipsados. Num desabafo infantil, Nanico Silva, um dos muito jovens (pé)dopsiquiatras, confidenciou ao se7e/5 que “o gugu-dada era um gui-du-da-ga-uta”, acrescentando ainda que quando crescesse iria “gu-guer-a- gun-da do den-po-gão”. A indignação é gigante entre os filiados destes nano-sindicatos. “ficar sem trabalho já é mau e ficar sem emprego é uma foda sem vontade, muito bem, mas não tão mau como ficar alienado do “Eu que é o Outro”, como ocorre cada vez mais na nossa sociedade”, explicou outro muito jovem estudante de um dos quase 1500 Caps (Centro de Atenção Psicossocial), perdidos e ignorados algures entre o solo Brasileiro e a Blogosfera de novas oportunidades.Tal como Eulalinho Brasil dos Santos, que protestou contra as palavras de 100 reais e as quais acabaram por atrofiar-lhe o solitário neurônio, implantado por gringos das terras do norte, para que sobrevivesse à parda revolução de 64, as psicólogas que se estão oferecendo na blogosfera, protestam agora contra a precaridade dos afetos. “Sabia que mais de 67% e meio dos licenciados, entre os 11 e 16 anos de idade, não conseguem manter uma relação afectiva por mais de 9 meses?”, gritou uma DEP(depressiva) enquanto esgadanhava os cabelos e coçava a “chanfra”, não esquecendo ainda de vociferar num grito esganiçado, “Isso é que é grave. Um nanico pode ter um emprego, mas se no local de trabalho não se conseguir relacionar com o “Eu que é o outro”, de nada lhe vale e, como está bom de ver, não se encontra entre o “Nós e vice-versa”. Logo de seguida conclui com um estridente LOL, deu-lhe o fanico e caíu.

Noutro caso, e segundo o psicodiagnóstico interventivo elaborado por uma famosa (pé)dopsiquiatra desconhecida, também com consultório na blogosfera, foi retirada a guarda dos pais biológicos a uma criança de quase nove anos, por alegadas razões até agora inéditas. Segundo o relatório clínico das psicólogas que acompanharam o caso, a total falta de afeto sentida pela criança por parte dos pais, incapazes de compreender a importância dos afetos e da interação “online”, estava a provocar-lhe sérios problemas emocionais. “Uma criança está na escola, tem o MSN aberto, está sempre online e vê constantemente o MSN dos pais em estado de AUSENTE! Isto é traumatizante! Traumatiza a criança, que se sente abandonada e começa a sentir que os pais não gostam dela”. Já com os olhos esbugalhados e as lágrimas esguichando para tudo que era blog, a dita psicóloga assegurou, entre um e outro grito de desespero, que tal estado provocava danos irreparáveis, e uma relação afetiva “offline” não compensaria tão grave erro. O casal ainda alegou que o MSN muda automaticamente o estado do utilizador para “ausente” desde que este esteja inativo de minuto em minuto. Sabe-se que a guarda da menor, (não da psicóloga mas da criança), foi atribuída, por sorteio, a uma pessoa da sua lista de contatos que mais vezes conversou com ela, (não com a psicóloga mas com a criança) e lhe enviou rebuçados e fotos de um peladão para o seu Orkut. (não da Criança mas da psicóloga).

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